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Hoje estive na faculdade. O motivo: resolver um problema que deveria resolver há 10 anos atrás...
Aqueles que leem o meu blog desde essa época devem lembrar do que fiz em janeiro de 2014...
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...desde aquele dia, eu apenas concluí meu último período para dizer que eu tinha alcancado meu objetivo. Colei grau, mas não quis ir a cerimônia. Não teve festa, não teve uniforme de formatura... não teve nada. Apenas... uma cicatriz no meu pulso...
Eu lembro que, naquele ano, eu conheci a Drach. Ela me fez companhia e ajudou a suportar, por um curto período de tempo, aquela fase ruim. Mas, assim que eu concluí a faculdade, veio a copa e a mudança de casa, uma mudança bem traumática. Houve um período que perdi contato com a Drach e quando voltei ela já tinha encontrado alguém... e, sinceramente, estava tão feliz que não quis incomodá-la mais. Até hoje eu não sei se considero o que vivemos um namoro ou uma fantasia... é parecido com o que vivi com a Sah... companheirismo sem ser algo oficial... o que é doloroso pra mim...
Enfim... Não é dela que eu vim falar hoje. Eu vim falar do meu dia na faculdade. Primeiro, fiquei cansado da viagem: foram mais de 3 horas, tanto ida quanto volta. O transporte mudou, os ônibus internos também. Fiquei perdido lá dentro. Só pra vcs terem uma ideia: a UFRJ é a maior universidade da América Latina em termos de espaço. Então se chama cidade universitária por isso. Tem prefeito e tudo.
Eu passei meia hora procurando uma forma de chegar no prédio da Letras, e quando cheguei, já estava aflito e chorando... o cheiro das árvores me lembrou meus primeiros anos lá dentro... Eu lembrei da May. Sim, eu ainda estava com a May, e nosso namoro terminou depois que eu comecei a estudar ali. O custo de lutar para ter meu diploma foi perder a May. E isso me deixou desesperado e soluçando, em prantos... Fora os alunos passando... a sensação de inferioridade me atingiu. Nem mesmo na ambientação do meu trabalho eu me senti assim. Não me senti inferior aos meus superiores da TI. Mas ali, na faculdade, eu me sinto inferior, um ninguém. Todas essas sensações me destruíam por dentro... de modo que mal tinha chegado e já queria ir pra casa.
Para concluir (pois estou esgotado): fui até a seção de ensino, solicitei meu certificado de conclusão de curso. E obtive uma segunda via. Foi bom, porque não saí de lá de mãos vazias. Mas quanto ao diploma, eu dei azar porque hoje fecharam o expediente por motivo de luto. Entrei em contato por e-mail e me informaram sobre a documentação necessária. Inacreditável que eles exigem que tudo seja digitalizado, mas a gente tem que ir lá com o pen drive, presencialmente, e entregar a eles... isso é bizarro. Mas, é como as coisas são. Então, o último ato dessa jornada que já dura mais de 14 anos será no meio de outubro, quando eu tiver outra folga. E aí... eu irei entregar toda a documentação e colocar um ponto final, que eu deveria ter colocado no passado, não fosse os traumas. Eu não vou contar todos, pois já falei muita coisa em 2014, e o blog tem guardado meus posts. Mas, o pior de tudo foi a minha fase suicida... eu quase tirei minha vida devido a experiência que vivi lá. No fundo fui infeliz, e talvez faculdade não seja pra mim... talvez tenha sido até melhor eu não ter ido trabalhar na Rural, pois poderia ter as mesmas sensações... não sei...
Eu só sei que... ninguém liga se eu tive um dia sofrível no ônibus ou só consegui resolver parcialmente meus objetivos...
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