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Hoje eu estava bem. O dia começou bem, pra falar a verdade, bem diferente de ontem. Tudo dando certo, avançando nas pesquisas, conseguindo economizar. Até que, ao sair pra caminhar, me deparei com um cachorro morto na rua. Provavelmente não morreu de morte natural. Aquilo mudou o clima, senti um frio na espinha. 

Eu odeio esse bairro. Eu odeio as pessoas daqui. Tenho certeza que em países mais pobres (El Salvador, Guatemala, Bolívia, sei lá...) tratam melhor os animais indefesos do que aqui. E, depois disso, cheguei em casa cansado, com dores nos pés. Já não estava mais contente como de manhã. A insegurança me atingiu. Vi que não tinha recado pra mim em nenhuma rede social, senti que o tempo estava mudando de novo. Por sorte, daqui a algumas horas pode ter live da vtuber. Aí eu poderei relaxar e me distrair.

Ela acabou me influenciando, assim como o CLANNAD. Aliás, preciso dedicar um post à CLANNAD. Mas, retomando à vtuber, ela tem um lado divertido que eu costumava ter quando não tinha responsabilidades. Acho que eu senti falta dessa energia que eu tinha entre 2005-2007. Não por acaso conheci CLANNAD nessa época. Eu voltei ao tempo, de modo inconsciente. Mas também percebi as consequências de ser assim, brincalhão e divertido. Respondi minha irmã no whatsapp de modo bobo e tosco, insensível. E, quando me dei conta disso, decidi me recompor. Precisava voltar a ser o Carlos sem graça e chato, mas que pensa dez vezes antes de falar qualquer coisa.

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Mesmo que eu volte a ser uma pessoa divertida como eu era antes, ainda assim acho que isso não vai me trazer mais amigos ou uma namorada. O que é estranho, porque eu confiava que ter essa virtude seria um diferencial, algo que poderia me trazer mais chances. Agora eu volto ao dilema de não saber o que eu devo ser... Eu também comecei a me perguntar se o que me moldou até hoje não foi resultado de uma educação muito rígida que passei... talvez eu seja educado demais e esteja num ambiente onde as pessoas não interagem de maneira cavalheira como eu faço. Eu não sou descolado e não sei onde encontrar a minha "tribo". Eu não pertenço a nada, na verdade. O que faz da minha existência um equívoco. Afinal, qual é o valor de ser vivo se ninguém nota o que você faz?

Apesar de que, parece que muita gente está desfazendo a amizade com o perfil inativo da Helena. Achei muito estranho tanta gente desfazer amizade, depois que eu escrevi a análise do CLANNAD, homenageando ela. Será que essas pessoas visitavam o meu perfil? Fico preocupado só de pensar...

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