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Acredito que, se um dia eu encontrar alguém, será totalmente diferente de quem eu procuro hoje. Seria alguém mais simples, que não se interessasse tanto por jogos, mas que tivesse a mesma sensibilidade que eu tenho... como foi com a May.
...Aproveitando essa linha de raciocínio para emendar com o que aconteceu ontem...
Eu me preparei para um "encontro" com uma pessoa. No final não deu certo, a pessoa até me adicionou, mas não me respondeu. E não foi a primeira vez que ela fez isso.
Eu fechei a steam e saí aos prantos. Como pode amar alguém que ignora você? Comecei a odiar a mim mesmo, com muita vontade de morrer. Minha mente dizendo o tempo todo para ir lá na cozinha e pegar a faca, acabar com esse sofrimento. Veio a crise de pânico. Lembrei da Juliana, da Ana, da Vitória, do Nick... pessoas que pareciam ter criado elos muito fortes comigo, mas que depois foram embora sem cerimônia... sem se importar no quanto doía a ausência deles. E eu hoje acredito que ninguém vai ficar mesmo. Então só pensava em morrer.
Um pouco depois abri live pra ver se me acalmava. Joguei o Death Stranding, um jogo que eu aguardei 4 anos pra jogar. Não tem uma gameplay de saltar os olhos, e a história é confusa, mas a atuação do Norman Reedus é impecável. Fiquei absorto no jogo e isso melhorou as coisas. Depois, teve futebol na TV, a final da sulamericana. Torci para o Fortaleza, mas perderam, uma pena.
Aos poucos fui saindo desse estado de pânico e me apeguei às palavras da Suki, que citei há um post atrás. De fato, quando eu estava com a Suki, não precisava me humilhar nem mendigar sentimentos por ninguém. Bastava ser eu mesmo que as coisas melhoravam, e ela era uma pessoa que fazia meu coração disparar de felicidade. E antes eu me culpava por ter fugido dela, por medo de não estar a altura dela, mas lendo o e-mail de novo agora eu entendo que não foi minha culpa... foi uma fatalidade a mãe dela ter doado o PC. Ela perdeu contato, não só comigo, mas com outros amigos... e quando a reencontrei, já estava namorando a May, eu não podia quebrar meu voto com a May. Então, tudo o que nos separou, foi uma força maior do que nós... por isso sempre carrego o apelido dela, onde quer que eu esteja... bem, na verdade seu nome é Catarina, mas Suki é sempre bom de chamar.
Enfim... ontem eu queria viver com essa garota o que eu vivi com a Suki. Mas eu não precisava me rebaixar tanto. Não posso forçar ninguém a ficar comigo. Está doendo demais estar sozinho, mas achar alguém como a Suki é impossível. Alguém educado, de conversa simples, inteligente, carismática. Essas pessoas são raras e normalmente já estão ocupadas com sortudos que acharam primeiro. Quanto a mim, só me resta as lembranças dos dias em que jogamos Gunbound.
Eu queria dar um tempo na steam, sumir de lá... são tantas lembranças infelizes que não estou mais tendo prazer nenhum de jogar. Antes era o meu refugio, o meu escapismo, mas hoje me sinto um invisível no meio de tanta gente que me ignora. Temos que nos sentir bem aonde estamos...

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