...


A cada dia que passa, me sinto sem esperança.

Estou aqui, ouvindo um lofi com o tema "lost in thoughts"... combina bem com o meu estado.

Eu tomei um susto ao pensar que falta um mês e uma semana para a prova da UFRJ. Pensei sobre a faculdade também... provavelmente será minha última tentativa de voltar pra lá. Pode ser a última vez que eu pisarei meus pés lá. Caso eu não seja classificado...

Esse lugar... que foi o motivo de muitos sonhos meus, na verdade marcou o início da minha decadência de vida. Antes da UFRJ eu já tinha a May. Durante a UFRJ, eu e a May terminamos, meu padrasto rompeu com a família, minha mãe se aposentou e eu me desapeguei dos meus parentes mais próximos... deixei de jogar videogame por uns dois anos mais ou menos. Em 2013, retomei, voltando a jogar LoL. O LoL ainda me dá calafrios, pois era o jogo que eu jogava na fase mais suicida da minha vida...

Em 2014, no último período, já queria me matar. Quando cortei meu pulso, fui socorrido pelos meus tios. Uns seis meses depois, veio outro desejo. Dessa vez uns amigos da escola me socorreram. É verdade que naquele ano eu conheci a Drach, mas ela mal sabia das coisas. E quando cortei laços com ela, foi para protegê-la dos meus pensamentos suicidas... ainda bem que ela achou alguém, afinal, sempre tem alguém melhor do que eu.

E eu ainda flertei com esses pensamentos suicidas hoje. Porém, lembrei da Helena... eu tinha dito que todo mundo tinha algo a se orgulhar. Helena, por exemplo, tinha sua curadoria de Visual Novels, um sucesso. Mas, Helena não está mais entre nós. Ela se foi... e eu, eu ainda estou aqui... eu ainda tenho a chance de mudar as coisas. Sei que estou falando da boca pra fora, sei que dificilmente algo vai mudar... mas...

Qual é o sentido de viver se você não é capaz de mudar as coisas? 

...voltando a UFRJ... eu preciso me dedicar mais. Independentemente da minha mãe criando um inferno astral dentro de casa, isso não pode ser desculpa. Eu preciso curar essas feridas e continuar... eu ando bastante confuso e perdido... doente... carente... como se estivesse num barco à deriva, sem equilíbrio para controlar o leme...

Se eu ficar pensando que eu não tenho mais o direito de namorar ou de ter um lugar pra ficar... se eu pensar que não tenho mais família, se eu ficar cravando esses espinhos em mim... quem vai me tirar desse fundo de poço? Só tem eu e eu mesmo. Eu custo a admitir isso, sempre espero que apareca alguém pra ficar do meu lado... mas a verdade é que ...

a verdade... qual é a verdade? Vou viver numa eterna solidão, como a May falou? Ou vou superar isso, vou ter uma segunda chance?

Eu venho buscando uma segunda chance a anos... e quando ela apareceu, simplesmente escapou de mim.

...

A UFRJ... foi o início da minha decadência. Onde a minha vida tomou um rumo para pior. Eu perdi tudo lá. Ao mesmo tempo, sempre senti que ali era a minha segunda casa... o lugar onde eu sonhava estar...

Voltar pra lá é se sentir em casa... mesmo sabendo que sou infeliz. Mas... voltar é restituir tudo o que perdi lá dentro. E se eu não puder voltar mais... pelo menos vou me dar conta de que essa é uma porta que se fechou... para sempre.

...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

2025...