Eu me dou conselhos muito bons, mas raramente os sigo...
Quando Alice vê um coelho branco vestido formalmente passar correndo por ela, resolve segui-lo. Ela cai numa toca que a transporta para um mundo fantástico, cheio de criaturas estranhas e absurdas, como animais e plantas que falam, um chapeleiro maluco, um gato que fica invisível, soldados em forma de cartas de baralho e uma rainha louca que ordena que cortem a cabeça de Alice. Durante sua jornada no País das Maravilhas, Alice se vê em momentos de reflexão, pois, com tanta coisa fora do normal ao seu redor, ela se questiona e é questionada várias vezes pelos personagens fantásticos a respeito de suas opiniões.
Alice, uma garota curiosa e questionadora, após vivenciar um chá da tarde no dia de seu desaniversário na casa do Chapeleiro Maluco, corre para a floresta em busca de um caminho para voltar para casa. Ela procura ajuda para encontrar alguma trilha, mas os seres absurdos que ali vivem não lhe são simpáticos e ela acaba se perdendo na floresta.
Bem, quando estamos perdidos , creio que um bom conselho é ficarmos parados no mesmo lugar até que alguém nos encontre. Mas quem procuraria por mim aqui? Bons conselhos. Se eu os tivesse ouvido antes, eu não estaria aqui! Mas esse é o problema comigo. Eu me dou conselhos muito bons... mas muito raramente os sigo. Isso explica porque estou sempre metida em confusão. Ser paciente é um bom conselho, mas a espera me deixa curiosa. E eu adoraria as mudanças que alguma novidade estranha pode gerar. Bem, eu percorri o meu caminho feliz, e nunca parei pra pensar. Eu devia saber que teria que pagar o preço um dia. Um dia. Eu me dou conselhos muito bons, mas muito raramente os sigo. Será que algum dia vou fazer as coisas como deveria?
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