Reviravoltas


Hoje vi um programa de mestrado da PUC-RJ. Fiquei animado com a possibilidade... mas logo em seguida desisti.

É quase impossível que eu seja admitido em um projeto de mestrado. A experiência traumática que tive no CLAC apagou o enriquecimento do currículo. Quem aprovaria um candidato sem experiência profissional?

Infelizmente é isso o que eu sou hoje... Um adulto (?) fracassado e esquecido. Aquele que um dia amou demais, ajudou demais os outros... agora se rasteja na lama, sufocado pela pressão do mundo, a procura de um alívio...

Me perguntei incansavelmente esses dias. Quem seria capaz de amar o Carlos?
Estão todos ocupados demais, firmes em seus projetos... quem pode amar alguém que não se expressa, que não sabe o que quer da vida, um desorientado?

Na adolescência era muito simples de me descrever. O Junior, da informática, dos pokemons, lunático por videogames e programação. Era essa coisinha simples que me fazia único. Por isso, nesse tempo tive duas namoradas.

Foi só eu migrar para a Letras e tudo se ruiu...
Por que eu não tenho habilidade para ser professor... nunca tive...

E estou perdido... no auge da vida, nos 26 anos... Como posso me perdoar depois de todo esse reviravolta?

Eu ouvi meu coração recentemente, depois de ter cortado o pulso direito. "A felicidade depende única e exclusivamente de você", ele disse. Hoje, toda vez que olho para o meu pulso, me odeio. Não havia necessidade disso. Cicatrizes são irremovíveis. Ficam com você para sempre. Está na hora de eu almejar a minha felicidade. Mesmo que isso custe enfrentar a autoconsciência que me destrói cada dia mais...

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