Eu e a Bruxinha em Niterói

Bruxinha

Numa tarde de 1º de março, eu estava esperando a minha bruxinha numa praça em Niterói. Eu detesto sentir essa ansiedade quando você está a segundos de conhecer alguém especial pra você. E aqueles questionamentos e indagações, do tipo "O que ela irá achar de mim?" ou "Estou feio demais!" tudo isso me rodeava às vésperas do meu encontro. Havia esperado quase uma hora e a Mayara não tinha aparecido. Meu prédio estava começando a desabar. Quando tardou exata uma hora, pensei em ligar, mas relutei. Pensei de novo e mudei de idéia. Mas o celular estava desligado. O que fazer? Apenas aguardar mais tempo. Tempo... E mais jovens entravam e saíam da praça, nenhuma garota olhava pra mim. Começei a me sentir desiludido e enganado. Correram algumas lágrimas. Pedi a minha mãe para ir embora. Andei cabisbaixo até o fim da praça, e num relançe tive esperança de que ela estivesse lá, volvi meu rosto para trás e... nada! Apenas pombos. Me entristeci muito. Minha mãe decidiu que seria melhor se déssemos uma volta. E foi o que fizemos. Passados alguns minutos, comemos alguma coisa pra disfarçar numa lanchonete. Pensei nela. Quarenta minutos se passaram. Quando terminamos a refeição, pedi a mãe mais uma visita à praça. Decidi que, caso ela estivesse lá, apenas a cumprimentaria e me despediria, a decepção já era grande. Porém, quando voltei, não havia encontrado ninguém. Dei mais uma volta e andei até o centro. Foi quando ouvi passos largos e de repente a minha bruxinha pulou em cima de mim com um forte abraço. Foi bastante gostoso! E parece que valeu a pena... Me esqueci completamente da minha decisão. Reconheci que as palavras que ela me dizia na internet eram verdadeiras.

A partir daí, foram boas conversas. Ela me ensinou um estranho alfabeto (Izíaco) e escreveu: Carlos e Mayara no Mundo de És. Sim, o nosso mundo... nosso lindo mundo! Como é bom ter uma amiga que compartilha um mundo imaginário comigo. Nunca imaginei alguém como ela. A Mayara é a primeira pessoa que não considera minhas fantasia coisa de louco ou infantilidades. Ela é uma pessoa sonhadora, uma menina fantástica, uma grande amiga que quero levar pro resto da minha vida! ^^

Fiquei impressionado quando eu escrevi o meu nick na mesa (Alucard) e logo em seguida ela escreveu Maria... Por essa eu não esperava! hehehe

Ela havia escolhido um bom lugar... A praça é linda! Árvores exuberantes, estátuas, até as grades formavam um tom muito interessanhte. Conversávamos sobre vida, pessoas, Andersen, etc. Eu aproveitei para acariciar os dedinhos dela. Há tempos que não sentia uma boa sensação como aquela. Foi gostoso... As vezes eu entrava em devaneios como sempre. Ou então suspirava de alegria. O que mais me importava era saber que a Mayara não estava brincando comigo. Ela realmente se interessava por mim e me valorizava. Não sei como vai ser daqui pra frente, mas espero que esse sentimento seja permanente e me sustente.

No final, nos abraçamos e fomos interrompidos pelas nossas mães. Era hora de partir. Não durou muito, mas enquanto durou foi satisfatório. Fiquei feliz em saber que ela gostou de mim e não me abandonou. Eu temia por mais um sofrimento... mas agora não mais. Então nos despedimos, adorei conhecer a mãe dela, que me tratou muito bem. E cada um voltou para a sua casa...

(...)

Me pergunto o que ela achou de mim. Voltei para a casa com um otimismo muito grande! Mas ultimamente tenho andado um pouco confuso... Sei que foi ótimo tê-la conhecido, mas, e agora, o que será de nós? E o mundo de És? Bem, talvez não seja a hora exata para perguntas...

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